Barroso Notícias  ver
 

 XXXII CONGRESSO MEDICINA POPULAR - VILAR DE PERDIZES -  19/8/2018

 Hábitos que o Padre Fontes não dispensa - YouTube -  15/2/2016

 Descobertos frescos na igreja de Soutelinho da raia -  10/4/2014

 XXVI natal de cantadores e concertinas -  11/12/2013

 CEIA DAS BRUXAS ENCANTADAS HOTEL RURAL Sª DOS REMÉDIOS -  12/11/2008

 
Destaques  ver
 

 

 31 NATAL DE CANTADORES DE DESAFIO E CONCERTINAS

 O 31 natal de cantores de desafio e concertinas foi adiado para o primeiro sábado do ano dia 6/1/2018 na capela de Balte

 

 SERÃO EM CHAVES

 A lenda Maria Mantela, foi representada pelo TEF em Chaves, dia 6 de dezembro.

 

 'SEXTA 13' / NOITE DAS BRUXAS

 Em Fevereiro inicia-se a primeira de três 'Sexta 13' agendadas para 2015. O maior espetáculo de rua realizado em Portuga

 

 VILAR DE PEERDIZES COM TURISMO RURAL

 Visite esta aldeia histórica.

 

 FONTES DA MIJARETA TURISMO RURAL ABRIU

 A VILA DE MONTALEGRE,ESTÁ A SER ENRIQUECIDA COM A ABERTURA AO PUBLICO E AO TURISMO COM UM DOS ESPACOS MAIS SEDUTORES QU

 

 ESPAÇO PADRE FONTES

 Inaugurado a 9 de Junho,o Núcleo-sede do Ecomuseu de Barroso "Espaço Padre Fontes" foi uma decisão da Câmara de Montal

 

 COMO CHEGAR AO HOTEL EM MOURILHE

 PROGRAME O GPS - 41º 50' 12.80'' N 7º 50' 37.75'' W PARA CHAVES, VILAR DE PERDIZES, MOURILHE.

ROTEIROS

ALGUNS ROTEIROS TURÍSTICOS A PARTIR DE MOURILHE HOTEL RURAL

 

Caminho de Santiago pelo Couto Misto, 5km

Caminho de Santiago desde Mourilhe ou Vilar de Perdizes

Caminhada desde Mourilhe ao Mosteiro de Pitões das Júnias, 15 km.

Roteiro dos castros: Donões, Cambezes, Mourilhe, 8 km

Roteiro dos Moinhos das aldeias do Rio, 20 km

Roteiro de aldeias típicas, arquitectura rural: eiras, canastros, fornos, capelas, fontes, cruzeiros, pátios, eiras, cozinhas.

Roteiro da vida comunitária: vezeiras, sistemas de água de rega, bois do povo.

Ciclo do pão: ceifa, malhada, moinho, peneirar, amassar, cozer, rituais.

Ciclo da lã e do linho: teares, fiadeiros, pisão de Paredes do Rio.

Artesãos da aldeia: ferreiro, soqueiro, croçeira, cesteiro, alfaiate, ferrador, amolador, molhelheiro, canteiro e outros.

Festa da Matança, a cria, a ceva, a morte, desmancha, o fumeiro.

FestaS do Eco Museu: mês de agosto e Setembro

 

VISITA GUIADA AO CONCELHO DE MONTALEGRE

A NOSSA VIDA E TRADIÇÃO

COMUNITARISMO

- A vida comunitária das aldeias, de entreajuda, hoje mecanizada deixou restos na história monumental: o relógio de sol marcava as horas de rega. As fontes de mergulho e outras são ainda preferidas pela água pura sempre a correr; os bebedouros no largo, entradas e saídas das aldeias; os lavadouros, preferidos à máquina de lavar. O rego da rega é outra instituição comunitária, que ainda existe.
As ordens da comunidade são dadas no adro aos Domingos ao fim da missa.

Em Cabril o vinho verde, e Vilar de Perdizes o maduro é pisado ao som de cantigas populares e desafios, em lagares semicolectivos, o mesmo com o lagar do azeite em Cabril.
A segada e malhada, em eiras de herdeiros, ou comuns, no Verão ocupavam toda a gente que se entreajuda, trabalhando e cantando o nosso folclore e cantares à desgarrada.

A VEZEIRA

- As vezeiras de cabras e ovelhas que saem à meia manhã e regressam ao por do sol, são espectáculo de vida gregária colectiva, sobretudo nas terras mais altas que pastam no monte baldio.

O FORNO DO POVO

- Num dos extremos da aldeia está o Forno do Povo, alguns da mais típica arquitectura coberto com lages de granito, símbolo da hospitalidade típica das gentes barrosãs e do seu comunitarismo vivo.
As abóbadas negras, em arco, como as igrejas, ainda fumegavam, desde segunda-feira, à roda do povo, em que se inicia a roda de quentadeiros que marcam a vez aos seguintes.
Este maior símbolo do comunitarismo, ainda sobrevivente funciona em muitas aldeias. Aí pode ver mulheres a fazer a massa, acender o forno, a meter e tirar o pão, à mistura com orações de benção.

A MATANÇA

- Desde Novembro a Fevereiro aos Sábados e Domingos pela manhã ouça os gritos do porco a quem o matador colectivo espeta a faca.

É a festa da matança do porco. Cada família ceva e mata para consumo da casa e hoje vende na Feira do Fumeiro (4ª Semana de Janeiro).

O TRAJO

- As actividades agrícolas dão vida à aldeia mais pelo Verão, Outono e Primavera. Cada estação veste o homem e a natureza de sua cor. O homem traja de acordo com o trabalho e o clima variado.
São típicas a capa e a croça e os socos. Usa vara, sacho, gadanho, fouce, machada quando sai para os campos, ainda vivos ou representados nos grupos de folclore de Pitões, Cambezes, Vilar de Perdizes e Venda Nova.

ARTESANATO

- Ainda há aldeias que fazem croças (Parafita, Ponteira, Lamas), que são bons impermeáveis para a chuva. Cada casa tem um tear parado ou a trabalhar, com urdideira na varanda.
Tecem mantas de trapos, lençois de linho (Paradela), cobertores, colchas de lã, aventais (Pitões e S. André), capas de burel (Salto, Gralhas, e Terras do Rio).

PISÃO

-é um engenho hidráulico, para pisar, com água quente de 12 a 24 horas, tecidos de lã. Há um na Seara (Salto) outro em Paredes do Rio.
Meias de lã fazem-se por todo o Barroso. Soqueiros há muitos, mas idosos. No centro de artesanato de Montalegre, junto ao Castelo, encontra-se um pouco de tudo.


FEIRAS, FESTAS E ROMARIAS

-Nos meses de Verão desde Junho a Setembro todas as aldeias festejam o Padroeiro, animadas pela nossa banda Musical de Parafita , ranchos, conjuntos e procissões de muitos andores.

No mês de Agosto, não há povoado que não tenha a sua festa. É o mês mais festivo, devido às férias do emigrante que vem matar saudades na terra, à festa , cumprir promessas em vida, "não vá cá voltar depois de morto".

Mas pelo mês de Natal e Janeiro, vale a pena assistir em Salto ou Venda Nova à festa de S. Sebastião, à benção de pão e vinho , comida na rua, ou dia de S. Brás a 03.02 em Mourilhe, Fiães e Santo André beber água benzida para curar doenças de garganta.
Mas não perca a maior festa da região em Montalegre - 1ª semana de Agosto, a de Salto, Vilar de Perdizes, a 15 de Agosto, S. João da Fraga em Pitões (4º Domingo de Junho); Senhora da Saúde em Friães (3º Domº de Julho).
Também as feiras do prémio da vila na 2ª quinzena de Junho, de Ferral (29 de Junho), as dos Domingos em Salto, as quinzenais de Montalegre (quinta feira) e as mensais de Vilar de Perdizes(1º Sábado) e as dos Santos em fins de Outubro, dão-lhes ambiente de agitação e vida colorida.

CHEGA DE BOIS

-Não é difícil ao visitante, se vier no Verão e nos dias festivos, ou das feiras quinzenais, às quintas-feiras (2ª e 4ª) pelas quinze horas encontrar o povo junto aos milhares à volta de dois corpulentos bois barrosões, em violenta luta. Mas não se assuste. Ninguém morre. O mais fraco perde, quando foge, ao fim de escassos ou largos minutos.
Este é o nosso desporto mor, que nos caracteriza e arrasta multidões de turistas e que mereceu fazer parte do escudo do concelho e dum monumento ao boi em Travassos do Rio.

 

PERCURSOS DA TRADIÇÃO ORAL

Depois de uma visita à aldeia de Tourém, assistindo à vida rural, aos cuidados do gado, à saída e chegada deste e da vezeira do monte, fale com as pessoas que sabem muitas histórias de contrabando, de guardas e carabineiros, de violências da raia, lendas de tesouros e mouras encantadas, cancioneiro e romanceiro e contos raianos. Relembre as tradições do Natal, do Ano Novo, Reis, dos piques do Entrudo, da festa dos pastores na veiga, Domingo Gordo, da Serrada da velha (3ª quarta da Quaresma), dos trabalhos agrícolas comunitários, do rego e regime da rega colectiva, do artesanato dos teares de lã e linho, dos serões, bailes, festas, bodas, funerais, ferias e mercados.

ALDEIAS GALEGAS

1. Saia pela ponte pequena, visite meia dúzia de moinhos de água, em ruínas. À esquerda 200 m é a saída para Randin. Veja a igreja românica de talha barroca de S. João. O cemitério, no adro, com sepulturas de gaveta. No centro de Randin, está um belo cruzeiro de granito. Mais em frente o forno do povo do mais bem conservados da raia galega. Informe-se do caminho para o outeiro da Almena, castelo da Piconha de que restam alicerces no pico a caminho de Vilar e Vilarinho, aldeias da raia. Siga para o Couto Misto: Rubiás, Santiago (entre na igreja veja a sacristia com pinturas murais) Meaus. Passe ao lado do Castro torre de Paradela de Randin, com muralhas celtas. Na Boulhosa visite a igreja, as gravuras rupestres do Outeiro do Crego, a igreja e ruas velhas. Daqui volte para Montalegre pelo Larouco.

2. Saia pelo forno de Tourém e siga uma estreita mas boa estrada para Galiza: Guntumil, e Requiás. São aldeias do mais rural galego português. A igreja e capela de Requiás da Senhora da Facha e Senhora da Crasto, valem a visita com belas paisagens sobre a barragem do Sales. Daqui pode seguir para o Gerês pelo estradão da Portela da Mourela (71), que leva aos cornos de Fonte fria (1525m)

INFORMAÇÕES

Bar, restaurante Paris 276 579135

Café, BAR Canto da Isabel- 579131

Comércio Brasileiro Tlf. 579130

Comércio Bento do Grilo 579117

Comércio Ibérico 579116

Comércio Magro 579115

Comércio Zeferino 579157

Escola primária 579188

Junta de Freguesia 579121

Pároco 512266

Restaurante Mariazinha 579184

Taxi, restaurante Morgados 579138

ROTEIRO HISTÓRICO

Pitões das júnias é das aldeias mais visitadas do País está rodeada pelo rio Abelaira, Beredo, da Cascata, povoados de moinhos de água próximos da aldeia. À chegada veja neste as 3 pontes, pau, pedra e cimento. Mais acima as novas vacarias de cimento, e as casas novas de emigrantes e brasileiros. Descubra as muitas mamoas que chamam aqui forninhos dos mouros, junto à estrada, desde o Ramiscal, ao alto do Ouroso e Portela da Moura e casa abrigo. Os celtas povoaram o Castro na serra do Gerês, a caminho de S. João da Fraga. Os romanos estiveram por cá e deixaram cultura e religião. No Gerês há alicerces de um castelo. Conheça a ara romana, no museu dos Castelos de Montalegre, aparecida em Pitões, ao lado da igreja, dedicada a Juno (?) Júpiter ou outro. A caminho de Tourém foi aí por 1950 encontrado um pote com denários romanos de prata. Terra farta de tudo também em minerais. Os romanos explorariam ouro no Ouroso, ferro no Ferrenho, esmeraldas e berilo, na aldeia. Nos carris (Gerez) neste século se explorou volfrâmio. O medo dos mouros e sua fama destruidora, está na lenda da santa escondida e escapada da sanha mourisca, que deu origem à localização do mosteiro. O nome da Mourela revela e resume todo o passado histórico sempre atribuído aos mouros.

LENDA DOS URSOS

O mosteiro nasce na lenda dos cães, ursos que descobrem imagem de Nª Sª no carvalho. Ali nasce um cenóbio do mais raro, simples, nobre, harmonioso, atraente local, sob a invocação de NªSª das Júnias (unhas, como o povo diz), povoada por monges galegos vindo de Osseira a 40 Km de Ourense. Este motivo é também distintivo de Osseira, Ourense, Pitões. A sua riqueza de bens por todo o lado atraiu a cobiça do clero. Incendiado várias vezes, assim ficou, em ruínas cada dia maiores, dada a erosão e o abandono imperdoável. A eira lajeada ficava na outra margem do regato, do lado do moinho, mais acima. O cemitério dos monges fica dentro da igreja, o da aldeia do lado de fora, altos muros e portal gótico com dois animais graníticos, fantásticos, de guarda. Hoje sepultam no Anjo da Guarda, desde meados do Séc. XX. Terra de corsos, javalis, cabras bravas, ursos, águias reais, lobos, fuinhas, gatos bravos, linces, tudo isto hoje se vai acabando pela mão do homem inimigo da natureza que o criou e sustenta.

PERCURSOS PEDESTRES E DE CARRO

1. MOSTEIRO- CASCATA- PARADA) (Caminho de Santiago)

À entrada da aldeia volte à esquerda e siga a calceta até à capela do Anjo da Guarda (1132m), cemitério e desça ao mosteiro de Cister, do séc. XII, ou entrando na aldeia vá pelo caminho velho da cascata e do mosteiro. O mosteiro é um quadrilátero, com as celas e cortes ao correr do ribeiro. A igreja de belo pórtico, janelas, friso e cachorros românicos (séc. XII) e duas janelas góticas, altares e torre, relógio, barrocos, conservou-a a piedade e festa de muita devoção popular em Pitões. Ali foi sepultado S. Frei Gonçalo, que em 1501 aparece morto na serra cheia de neve, no local, cruz de S. Frei Gonçalo, cuja estátua jacente em granito protege a invasão das águas na janela gótica do lado nascente. O forno bem construído tem sido usado hoje, quando o da aldeia se arruinava, assim como o moinho ao lado. Os 3 arcos que restam dum claustro românico, falam da parte mais antiga das ruínas. Junte-se ao rio. Desça à Cascata íngreme, siga pelo Camposinho, sombras de carvalhos centenários e clima suave. Refresque os olhos e o corpo em águas límpidas, e regale-se contemplando o lago enorme de Paradela. Atravesse a Gafaria (leprosaria medieval) e pare em Parada, comendo um bom cabrito, vitela ou cozido e durma na Estalagem vista bela, de Outeiro, ou TER em Paredes do Rio, Paradela do Rio ou Sirbuselo. Duração 3h.

2. S. JOÃO DA FRAGA- FOJO- JURIZ. (Caminho medieval)

O segundo percurso, convida-o a subir ao S. João da Fraga. Desça pelo Coto, fundo da aldeia, depois de visitar a igreja barroca de S. Rosendo, sepultado em Celanova no Sec. X. Por caminhos cheios de verdura e sombras desça até ao regato do Porto da Laija. Escale a rocha do castelo, (alicerces) igreja do Castelo (vestígios) e perca-se nos muros duma aldeia medieval, talvez inverneira, sob a invocação de S. Vicente do Gerês, abandonada segundo a lenda por epidemia, peste, fome, ou invasão de formigas, quase destruída. Siga o caminho lajeado, Carvalhal do Teixo, molhe os pés e beba duma água levíssima. Suba até ao alto da capelinha de S. João da Fraga. Nos degraus da rocha observe as pegadas do Cavalo de S. Joãozinho. E de lá do lato, veja o mundo à sua volta. Deus fala mais alto, com tudo o que dali os olhos se maravilham, nos 1050m de altitude. Como alternativa , dirija-se aos altos Cornos de Fonte Fria, virando à esquerda no fundo do monte e siga pela Corga da Tulha, até ao ponto mais alto do Gerês a serra das mais lindas do mundo. Desça da serra ao longo dos marcos da fronteira até ao 67 e volte a Pitões pelo estradão de Valongo. Ou então desde o alto de S. João da Fraga, desça a corta mato ao sopé do monte observe o Fojo dos Lobos, local onde os povos vizinhos apanhavam lobos vivos para depois fazer um peditório de ovos com a presa. Do Porto da Laija, se tem mais duas horas de dia, desça , por Lipeira, até ao Camposinho, Tapada do Capitão, admire as altas cascatas, tome aí um banho abençoado pelos monges e santos do Mosteiro e regresse a Pitões, para obter um sono relaxado e profundo, debaixo de um céu estrelado muito perto de si. Duração 4h.

3. CORNOS DE FONTE FRIA- TOURÉM (Aventura no Gerês)

Comece pela visita á igreja de S. Rosendo, de talha e estatuária barroca. Saia do Eiró, largo social da aldeia, beba na fonte ao lado, abasteças-se de pão, presunto, chouriça, um cajado e bom calçado, de borracha, se for a pé. Pode também ir de carro, ou a cavalo. Passe pelo forno do povo, todo coberto a granito e compre lá uma broa escura que sabe pela vida. Dirija-se ao alto da aldeia, pela casa fiscal, pela ribeira de Valongo. Pode ir de carro até à fraga de espinheira. Siga a pé, atravesse a ribeira dos Fornos, contorne a Fraga de Burzaleite(1413) e está em Fonte Fria. Suba fácil até aos píncaros e cornos de Fonte Fria, 1456 m, que também fazem fronteira com Espanha. Veja as enormes fragas de Espinheira, Burzaleite, Carvalhosa, Roca Sandeia. Faça escalda com amigos. Cheire a vegetação de aroma intenso, a urze rocha, a giesta branca e amarela, o sabugueiro, a carqueija. Entre Maio e Julho, descubra a 1500 m, os lírios do Gerês, únicos no mundo. Beba água em todas as fontes, coma arandos entre as fragas, apanhe chás dos melhores do mundo, de hipericão, de carqueija, giesta banca, urze, abetónica, teixo, erva erótica da Rita, etc.

REQUIÁS- TOURÉM

Desça até ao marco 67. Aí mesmo no marco está uma mamoa pré histórica. entre na Galiza. Desça até S. Tiago de Requiás ao largo vale do Sales, com um espelho de águas truteiras, e entre numa aldeia típica galega, e sem dar por ela está de novo em Portugal em Tourém, linda aldeia mais portuguesa e antiga, dentro de Espanha. Visite o forno e a igreja românica, casas, eiras, pátios, passadiços, capelas, canastros, pontes e fontes. Daqui regresse a Pitões, subindo a Mourela, enorme planície verde, recheada de vacas e cabras. Se for de Jipe pode no alto da Mourela cortar à direita ao longo da fronteira, poço da moura, ao marco 71, depois ao 67 e volte a Pitões pela estrada de Valongo. Se preferir, saia de Tourém por Randin (aldeia Galega) , atravesse o Couto Misto, (misto de galegos e Portugueses), de Rubiás, Santiago e Meaus. Na Boulhosa suba a Montalegre, capital do Gerês, Larouco e Barroso, pela serra do Larouco, antiga divindade luso galaica. Duração cerca de 4 h.

ROTEIRO PELAS ALDEIAS DO BARROSO

CERVOS

Cervos (S. Cristina) aldeia semi despovoada como tantas tem uma arquitectura de casas bem traçadas, que hoje se pode clasificar de aldeia típica a aproveitar a tempo. O nome da tera indica uma espécie de caça o Cervo já extinto. A sua igreja é um monumento de arte simples, com altares dignos de ver. A Senhora de Galegos, (8 de Setembro) é uma lugar convidativo a uma merenda, com água corrente e carvalhais velhos a cuja sombra descansam sepulturas antropomórficas, em Arcos. Bem podia ser um parque de lazer e campismo saudável e sossegado. Arcos é uma aldeia grande, com casas simples, um forno todo em pedra e arcos, uma capela e adro de belas paredes. Arcos do forno, arcos da capela, arcos das fontes e das varandas, arcos de pontes por aqui a via romana passava para Chaves. O castro de Cervos e o do Cortiço podem ser visitados e dão a estas terras mais antiguidade. No Barracão há sempre um pequeno museu do boi do Povo e das chegas na adega do Fernando Moura, além de se poder ver algum exemplar do boi Barroso. Situa-sse aqui o Matadouro regional do Alto Tâmega, e o campo de futbol do Cortiço. O rrio Beça atravessa a freguesia e dá as melhores trutas do país.

SERRAQUINHOS

Serraquinhos(Nª Sª do Ó) seria terra de gente serrana, ou sarracenos menos prováveis.As ligações viárias tardias fizeram emigrar muita gente. Tem um novo centro social e sede da junta que precisa animação. Como tantas aldeias tem à entrada a capela de S. Sebastião lo lado do Antigo e outra do lado de Cepeda. Pedrário é das aldeias maiores e mais típicas pela pedra granítica que predomina nas suas casas ao longo da rua central. Também a igreja, alminhas, calvários, forno do povo, formam dos mais belos conjuntos de arte barrosã e são dos maiores e importantes monumentos. Restos de sepulturas medievais revelam-nos que outros povos aqui viveram. O castro de Pedrário e ainda o do Antigo são dos mais bem conservados. A pecuária e a mini agricultura são a sobrevivência da pouca gente que por aqui ficou. Agora bem ligados a Montalegre, a Chaves e Espanha por Meixide, abrem-se as portas ao crescimento.

S. VICENTE DA CHÃ

A Chã (S. Vicente) é das mais centrais e grandes freguesias do concelho. Nas margens da enorme presa dos Pisões o seu clima amenizou-se. A riqueza piscícola é um atrativo de turistas de todo o norte do País. A sua igreja românica, monumento nacional, cuja porta nos mostra uma arte sóbria e nobre aos Domingos junta os povos de toda a freguesia, que merecia uma feira dominical, como Salto. O Castro, numa ilha da albufeira, recontruido, por Santos Junior vale uma visita ao passado. As sepulturas romanas de Penedones, que a barragam esventrou, ao lado da estrada romana que atravessa toda a freguesia, revelam pontos de muito valor para quem os sabe ver. Aldeia turística (Inatel), casas e campismo e desportos náuticos são factor vivo de crescimento. PEIRESES, aóbrio, povo celta, castrejo, romanizado, com ponte romana assoreada, é berço de Bento da Cruz, alma da literatura barrosã. Uma nova vila se está formando junto à estrada ligando Torgueda,(S. Luzia) com Medeiros (Sª das Trevuras) e daqui a pouco esta com a vila subindo a Corujeira. A Aldeia Nova com casas belas de granito e o seu centro escola agrícola, são a marca de uma época de quando Barroso era mais rico e povoado, que vai formando jovens agricultores na região Transmontana, e facultando as portas a um campismo no Verão. Travassos, quase como Vilarinho, a beber água da barragem, também se conserva semi abandonada, como o seu antigo forno do povo que parece uma casa celta em forma circular, semelhante a outros e ao de Gralhós O cruzeiro do Salvador do mundo enfeita o largo e o centro social da aldeia.

NEGRÕES

Negrões, (S. Maria Madalena) terra que mereceu de fotógrafos francess dois belos livros a preto e branco, junto com Vilarinho bebem e espelham-se com suas casas negras de granito nas águas limídas e mansas do Rabagão em presa. Muitos canastros esguios, alguns sem cobertura adornam as eiras de pedra, e os milharais. Toda a margem do lago une as aldeias desde Pisões, com paísagens relaxaantes, convidando a parar para saborear. O forno do povo de Negrões, inactivo como todos, coberto em granito é um monumento a contrastar com poucas casas brancas, que prendem fotógrafos do branco e negro, devoradores de cenários raros que a terra negra lhes oferece. A igreja paroquial, torre e adro valem pela estatuária bem conservada. Zona de caça turística e a situação encantadora destas aldeias são no Verão e Inverno motivos fortes para estas aldeias não morrerem, mas terem um crescimento ordenado a um turismo aberto, e de qualidade. Lamachã mais na serra , nos limites do concelho, mas no centro de Barroso Montalegrense e de Boticas, concentra numa rua algumas famílias a viver da pecuária e agricultura, tem um castro ainda com ruinas bem à vista.

MORGADE

Morgade (S. Pedro) na margem esquerda dsa albufeiras maioesr do País, repovoada com as casas de granito de Criande, mas despovoada pela Barragem, é uma aldeia de pecuária, batata e floresta. Vive do turismo piscícola e daqueles recursos naturais. Desde Março a Agosto a pesca é uma festa nestas margens do Rabagão. Truta, escalo, boga e agora a carpa animam e enchem os anzois e as redes furtivas dos pescadores. Paisagens de planície, água e montanha adornam este parque de beleza natural, onde a pesca e desportos náuticos no Verão atraem gentes do Norte do País. Uma zona de caça turística será ainda um grande valor a acrescentar a esta atração. Carvalhais, terra de minas outrora é hoje uma aldeia desta freguesia em acelerado despovoamento. Do alto de S. Domingos com uma pequena capela divisa-se uma vasta área de todo o Barroso dos dois concelhos, onde o Larouco se espelha nas águas paradas e cristalinas da presa dos Pisões. Junto à casa da floresta há o castro dos mouros. Bem situada é bem comunicada para Chaves, pelo Barracão, e com Boticas e Ribeira de Pena por Lamachã.

ll ROTEIRO DO CONCELHO DE MONTALEGRE DO LAROUCO À MOURELA

Por A. L. Fontes

Montalegre(S. Maria),

vila secular, acastelada, é a princesa do Cávado, que a beija, e guarda de honra do Larouco que a defende dos ventos de Espanha. O avelar e a corujeira, o fojo, nos falam de lobos, avelãs e das corujas que nidificariam por aqui nas torres da igreja e dos castelos. Castelo de 4 torres e uma subterrânea, um pelourinho reconstruido, uma igreja do Castelo de talha barroca, uma capela da Misericórdia manuelina, ruas estreitas na vila,casas de granito, a uma altitude dos 900 m tem um clima sempre fresco mesmo no Verão. Todos nos orgulhamos dela, do nossa vila, do seu castelo, das suas feiras e festas, chegas de bois, dos seus cafés e ruas comerciais, dos turistas que chama e a visitam,, dos funcionários que nos atendem em todos os serviços e nos convidam a um café.

Cambezes do Rio

Cambezes do Rio (S. Mamede) é das aldeias mais serranas do nosso concelho. Vive da pecuária e duma agricultura onde o centeio e a batata e milho preenchem a encosta do Ourigo descendo para o Cávado. A saída e regresso da vezeira das cabras enche a única rua central de vida. O boi do povo raça Barrosã, teimosamente conservado,acabou há pouco, dava a esta aldeia uma vida comunitária rica, onde forno e moinhos funcionam. O artesanato, a tecelagem, o soqueiro, compõe a indumentário de agasalho no Inverno fresco desta aldeia exposta a norte. Aldeia de casas e palheiros de colmo é tipica pela sua etnografia e folclore puros. Da capela de S. Lourenço, junto ao cemitério disfruta-se uma bela paisagem do vale do Cávado. A sua igreja de S. Mamede atrai devotos a lavar os pés ao Santo. Foi ponte de passagem no Cávado a caminho de Compostela pela ponte velha, substituida pela Ponte nova. Terra povoada há milénios tem os dólmenes da arregada, as antas de Cambezes e Frades, desta freguesia que tem uma situação privilegiada com dois castros: o Picoto e cividades.A cappela de Frades Barroca tem das talhas mais ricas do Barroso.

Mourilhe

Mourilhe (S. Tiago) junto com Sabuzedo, são aldeias antigas de granito escuro, ruas a convergir ao centro e pouco povoadas como todas as do interior do concelho. Um belo cruzeiro em Mourilhe e alminhas, em Sabuzedo atraem o visitante. Mourilhe, de belas casas que arderam por 2 vezes no sec. XIX, é terra de encosta, casas típicas, Igreja, relógio de Sol, Cruzeiro, fontenários. São monumentos de valor regional. A festa de S. Brás com relicários é em 3 de Fevº e ponto de encontro para provar a água de S. Brás. A casa do Outão, com fama de assombramentos, é um Solar séc. XVlll, com linda capela particular, em 2001 tranformada em Hotel rural paradisíaco. O altar da Moura na serra indica uma tradição de lendas esquecidas S. Paio e Santiago encaminhavam o peregrino para Compostela. Aldeia raiana com terras do Couto Misto e de Vilar Galego, conserva costumes e tradições ancestrais.

Donões

Donões (S. Pedro) é a aldeia mais vizinha da vila de Montalegre e das mais despovoadas. O seu cruzeiro artístico à entrada sauda os passantes e convida-os a orientarem a sua vida. A Senhora dos Prazeres, no cemitério tem uma fachada do Séc. XVlll, as alminhas à entrada da igreja tem relógio de Sol para orientar as horas da rega no Verão. Na capela de S. Amaro, padroeiro de aleijados há uma necrópole de 6 sepulturas antropomórficas, talvez o primeiro cemitério da aldeia. Na estrada nacional a Senhora da Peneda é um bom lugar de lazer, campismo e merendas, próximo do Cávado, onde a pesca atrai pela bela truta arco íris, aqui abundante.Os moinhos do Cávado, o campo de futbol, e o rio convidam a parar.

Padornelos

Padornelos, (S. Maria) é a capital do Larouco. Terra alta, de pastores, embrulhados em burel e escondidos em casas de granito escuro, tem ao centro o forno dos maiores em granito e a igreja paroquial. A corte do boi com torre sineira, como Meixedo e Travassos do Rio, revela um tempo que vai passando do valor do comunitarismo que durou até nossos dias. O fime e romance Terra fria imortalizam esta aldeia com Sandim terra de Fronteira e castelo do Picoto já destruido, foi defesa de Portugal e passagem para Copmpostela. S. Senhorinha padroeira de Sandim, passaria aqui e aqui ficou a sua memória em tábua pintada, na capela de seu nome. O Larouco turístico, que foi Deus destes povos, é um potencial cinegético, paisagístico a conhecer e valorizar. Cavalos, no centor hípico, gastronomia , parapente, alpinismo, caça, passeios a pé são muitas das atrações do LArouco galaico Barrosão.

Padroso

Padroso (S. Martinho) é uma freguesa sossegada, palheiro velho, casas cheias, pecuária que a serra mantem, com uma rua central ladeada de casas velhas mas bem preservadas. O forno todo de granito, ainda em funcionamento, e capela de S. António, é ponto de encontro e trabalho do pão centeio. Castros e mamoas são parte da história do passado desta freguesia, terra de ursos (Oso) na idade média. É um povo que canta na rua, na igreja, ao serão e no monte, conservando um folclore genuíno barrosão. As alminhas erguidas em encruzilhadas em Padroso, estão à saída da aldeia. As casas de colmo estão ainda de pé, embora dia a dia a cair e serem alteradas com a cor da telha.

COVELÃES

COVELÃES, (S. Maria) freguesia que junto com Paredes do Rio se situam no sopé da Mourela, subindo para Pitões das Júnias. É a mourela que dá a riqueza a estes povos que têm vezeiras de cabras e muitas vacas criadas nos lameiros de encosta e nos tojais e carqueijais da serra. Covelães, tem moinhos dentro da aldeia, alguns canastros para o milho. O fumeiro destes povos do Rio é do mais saboroso, devido à alimentação recebida na ceva. Os cabritos e vitelas não ficam a perder. Zona de carvalhos, vidoeiros nos regatos fundos, muita água pelo rio Mau e cascata das barrondas, por regos e poças de engenho, carqueija, giesta, urze perfumam os baldios extensos, povoados no entradecer pela vezeira e mandas de vacas barrosãs. O corso, o javali, o lobo, têm aqui espaços preservados pelo Parque do Gerês. Em Paredes a capela de S. António, tem uma das mais belas talhas do séc. XVlll, sobretudo no arco da igreja. O pisão do burel, moinho, serra e gerador coberto de colmo , junto ao tanque, forno canastros, igreja, lameiras são o espanto do turista. Os seus 9 moinhos a moer quase todos com a mesma água que depois vai regar os lameiros de erva e feno, dão um sabor bucólico e cromático a esta aldeia turística apoiada no turismo rural da Casa da Travessa, e restaurante Rocha.

SESELHE

SESELHE, (S. André) junto com Travassos (S. Martinho) são a freguesia onde a desertificação mais se sentiu, após a construção da barragem de Seselhe (Alto Cávado), hoje com duas pontes que enfeitam a policromia da paisagem nas duas margens. A sua riqueza será este polo que pode atrair campismo, caça, pesca, desportos até no gelo, dado que as águas desta presa esteita e sombria desde Janeiro a Abril podem ter alguns centímetros de gelo. Travassos tem uma bela torre sineira ao centro da aldeia, com um relevo da cabeça do boi campeão em 1933. As alminhas junto à igreja com relógio de Sol, o tanque, bebedouro, cruzeiro no meio de casas de granito revelam a religiosidade destes povos. O carvalhal espontâneo entre Travassos e a Galiza, com barbas de velhos ainda vão escapando à voracidade das motoserras, que dia a dia destroem carvalhais centenários, por todo o Barroso, sem que ninguém trave esta outra desertificação florestal.

Pitões

Pitões (Santa Maria das Júnias) é a capital do turismo Barrosão. Apesar de distante de todo o mundo, de difícil acesso, de clima agreste, de gente que não liga ao visitante, faz a sua vida de sempre, é também a capital do Parque N. do Gerês. É das aldeias mais longe de Braga, se excpetuarmos Tourém, ainda mais esquecida. A aldeia velha do Juriz, a igreja do Castelo, o castro, o fojo, o convento de S. Maria, do séc. Xll, a cascata, o forno do povo em granito, a igreja paroquial de S. Rosendo, a capela de S. João da Fraga, as casas apinhadas na encosta e desfiladeiro da fecha velha, os artesãos da lã, dos aventais, das meias, das croças, dos jogos são um rosário de valores que mais chamam ao nosso torrão. Em Agosto, feriados, e fins de semana, enche-se de turistas e dos seus patrícios que vêm de S. Paulo, para saborear o cozido, a vitela e o cabrito no Restaurante Preto. O seu folclore único, vive-se nas festas e fiadeiros no Eiró, algum dele recuperado pelos Gaiteiros da aldeia. A mourela semeada de ovelhas, cabras, vacas, e mamoas préhistóricas, veste-se de neve no Inverno gelado, e de matizadas flores nas outras estações do ano, aqui em épocas tardias, devido à altitude.

Tourém

Tourém (S. Pedro) foi em tempos a sala de visitas do concelho. Era e é ainda hoje a terra mais visitada por galegos e por isso nos julgam a terra mais portuguesa.. O castelo da Piconha hoje em Espanha, defendeu esta gente que alargou as nossas fronteiras por Espanha dentro até S. Lourenço, cuja capela marca a fé e o patriotismo dos trourenenses. Os vestígios de uma necrópole dolménica desde a Mourela ao Crastelo , ao rio Sales, o extinto castelo da Piconha, a casa da audiência, são testemunhos de uma aldeia povoada desde milénios. A igreja Paroquial românica, a capela do Demo (S. Miguel), a de S. Ana no Outeiro, a capela de S. Lourenço, marco religioso, raiano de Portugal ,o forno de granito e as casas acasteladas com seteiras de proteção, que na sua maioria são do Séc. XVlll, mostram ao visitante uma harmonia de pedra e natureza ecológica, a contrastar com o espelho das águas do Sales, afluente do Lima, com duas pontes grandes e uma pequena a unir os povos raianos de Tourém e Randim. A pecuária, caça e pesca, comércio e turismo ainda é o que mantem os poucos que teimam em povoar esta antiga vila Barrosã. Liga-se a Montalegre agora por Espanha, ou por Pitões. Aqui se refugiou no séc. XlX o Bispo de Ourense, perseguido político, saindo do país, mas ficando na sua diocese a que Tourém pertenceu, até então. Com pescadores de trutas, comopradores de recordações de Portugal cada fim de semana, Tourém renasce, vive, agita-se, cresce.

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